O sódio que você não vê, mas pode te matar

sodioBisnagas, lasanhas, miojo, nuggets e pizza. Todos esses alimentos possuem três características em comum: são ultraprocessados, estão presentes na mesa de milhares de famílias brasileiras e são ricos em sódio. Observando tal realidade o IDEC (Instituto de Defesa Consumidor) lançou mais um infográfico denominado o “Sódio que você não vê” a qual apresenta as mais recentes informações acerca desse componente, que em excesso pode acarretar problemas a saúde, como insuficiência renal, cardíaca e hipertensão.

O sódio é um muito componente presente na culinária brasileira, diga-se pelo sal, caracterizando, assim o Brasil como um dos países que mais consome sal. Embora a indústria de alimentos venha diminuindo o teor de sódio em alimentos ultraprocessados, a partir de acordos com o Ministério da Saúde,  é preciso que haja mais ações educativas, médicas e sociais que demonstrem à população os riscos do excesso desse componente.Podemos não o ver, mas ele existe e quem sente os efeitos desse excesso é nosso organismo!

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Mapa da violência 2016: seis mulheres são mortas por arma de fogo por dia

mapaviolenciaSegundo a pesquisa  Mapa da violência 2016: homicídios por arma de fogo, a cada dia, seis mulheres são assinadas por armas de fogo no país. O estudo retrata que a maior concentração de mortes deste tipo  está nas regiões Sudeste (28%) e Nordeste (39%), apresentando, dessa forma, um retrato da própria sociedade e dos desafios que a

mulher brasileira enfrenta no seu dia-a-dia. A pesquisa foi realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), sob a coordenação do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. que comparou os dados do Mapa da Violência 2013 revelando que, como já esperado, a violência cresceu em meio a uma crise financeira, política e o avanço das lutas dos grupos sociais por mais direitos e visibilidade.

Os dados da pesquisa indicam que ainda é necessário investigar a causa, os autores, o tipo de homicídio, onde ocorreu, e quais as punições adequadas para tais crimes, assim como medidas socioeducativas que visem combater esse tipo de violência.  A partir daí poderão ser discutidas temas diversos desde o porte e legalização das armas, redução da maioridade penal, o feminicídio, o machismo entranhado na realidade nua e crua das casas brasileiras, o papel democrático do Estado, ao papel da Polícia nos registros dos crimes, entre outros assuntos, que devem ter mapas e pesquisas próprios que se correlacionem com os sofrimentos e dificuldades enfrentados pelos cidadãos.

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Suicídio: é preciso romper o silêncio


No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apresentou estratégias contra o suicídio nas Américas, onde o número de mortes por esse motivo é de cerca de 65 mil por ano. Isso significa uma morte a cada 45 segundos no mundo.

A publicação traz informações que proporcionam um melhor entendimento das condutas suicidas e as principais estratégias para sua abordagem. Outras organizações, como a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) também aderiram a campanha e tem divulgado informações, saiba mais.

O lema do Dia Mundial de Prevenção ao suicídio deste ano é “Conectar. Comunicar. Cuidar”. O termo “conectar” diz respeito à necessidade de promover a conexão social entre pessoas em risco para prevenir o suicídio. “Comunicar” refere-se à necessidade de conversar e interagir. Já “cuidar” aponta a importância de os governos e prestadores de saúde priorizarem a prevenção. O documento publicado pela Opas se enquadra nessa última opção.

Diversas estratégias nacionais de prevenção ao suicídio vêm sendo desenvolvidas nas últimas décadas. Elas envolvem medias como a vigilância, a restrição aos meios utilizados para cometer o suicídio, as diretrizes para os meios de comunicação, a redução do estigma e a conscientização da população, além da capacitação dos profissionais de saúde, educadores e policiais, entre outros.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio é um problema de saúde pública em países de alta renda e um problema emergente em países de baixa e média renda. É uma das principais causas de morte no mundo, principalmente entre os jovens. Mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo a cada ano, correspondendo a uma morte a cada 40 segundos. Isso supera o número de mortes por homicídio e guerra juntos.

Leia também: https://agencia.fiocruz.br/opas-apresenta-estrategias-contra-suicidio-nas-americas

Os desafios da saúde e os prefeitos, segundo a Abrasco

O atual período econômico e político no Brasil traz aspectos importantes a serem discutidos em meio a crise, busca por votos e eleição de candidatos. Um deles é a questão da saúde pública, pois atuais e futuros prefeitos e secretários de saúde se encontram(ão) em uma situação bastante delicada diante da variedade de agravos sanitários que o país sofre.

Segundo o presidente da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) Gastão Wagner de Souza Campos, seria necessário aproveitar o período eleitoral para se discutir abertamente com a sociedade sobre a crise sanitária e sobre a importância do SUS. Os candidatos à prefeitura necessitam apontar em suas plataformas estratégias para enfrentamento dos agravos sanitários, explicitando a impossibilidade das cidades alcançarem bons resultados sem o concurso continuado do Ministério e das Secretarias de Estado da Saúde.

As plataformas eleitorais também devem ser objeto de atenção, pois devem apontar a necessidade de assegurar acesso aos serviços hospitalares, de urgência e especializados para todos que deles necessitarem, uma vez que os municípios sozinhos não conseguirão implementar uma atenção básica de qualidade para o país.

Ainda segundo Gastão, os prefeitos devem apresentar estratégia para enfrentamento das epidemias de Dengue, Chikungunya e Zika sendo necessário um projeto compartilhado, de caráter regional, que exija do Ministério da Saúde e das Secretarias de Estado maior protagonismo e gestão integrada de recursos e das ações.

Gastão fala também sobre questões como violência doméstica, combate ao narcotráfico afirmando o compromisso necessário a ser firmado pelos prefeitos com a cultura de paz e com ações concretas que articulem segurança pública, educação, saúde e assistência social para restaurar a capacidade de governo da cidade centrado nas pessoas e na sustentabilidade.

Afirma-se que uma nova cultura para a gestão pública no Brasil é premente. A eliminação da maioria dos cargos de confiança no SUS seria uma maneira simples e concreta de reduzir o patrimonialismo, além de proteger o SUS da lógica partidária.

Sendo assim, os desafios são muitos e, infelizmente, a lógica partidária pode ser a responsável por mais acúmulos de fracassos na administração pública e de descrédito dessa perante a sociedade.

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Epidemia de maternidade precoce no Brasil: discussão e reflexão

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A gravidez na adolescência é assunto de extrema importância, o qual deve ser discutido a partir de diversas abordagens em diversas áreas, como, por exemplo, demografia, psicologia, biologia e economia. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) publicou um estudo avaliando o perfil da gravidez na adolescência no Brasil  (10 – 19 anos) e chegou a resultados interessantes levando em conta taxa de fecundidade, nível educacional, nível socioeconômico, região de moradia, religião, idade de iniciação sexual dentre outras variáveis.

A taxa de fecundidade das adolescentes evolui em sentido contrário ao observado para as mulheres de outras faixas etárias, dado que a quantidade de filhos por mulher vem crescendo nos últimos anos, quando se considera as mulheres menores de 19 anos de idade.

ipea_gravidezA iniciação sexual acontece precocemente, dado que 24,4% das adolescentes brasileiras de até 15 anos de idade já haviam mantido relações sexuais. Considerando toda a adolescência (isto é, 10 a 19 anos), o percentual chega a 69,0%.

O nível educacional é o fator de risco mais importante sobre a iniciação sexual, o uso de métodos anticoncepcionais na primeira relação sexual e a fecundidade, uma vez que mulheres com mais de cinco anos de estudo apresentam menor chance de ter uma gravidez na adolescência vis-à-vis mulheres com ensino fundamental incompleto.

O estudo concluiu, também, que é necessário abordar o assunto com cuidado tendo em vista evitar distorções e interpretações equivocadas em alguns conceitos. Os termos gravidez indesejada e gravidez não planejada não devem ser tratados como sinônimos, tanto em virtude de algumas adolescentes engravidarem espontaneamente quanto pela razão de que, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006 (Brasil, 2009), as taxas de gravidez não planejadas entre as púberes e as mulheres adultas são bastante semelhantes (superando 50,0%).

Em relação à cor da pele, observa-se que ser branca reduz a probabilidade de uma gravidez precoce. Comparativamente, não ser branca aumenta a probabilidade de ter uma gravidez precoce para as mulheres que se declararam como pretas e indígenas.

No aspecto cultural, verifica-se que o fato de ter sido criada na religião católica, possui efeito negativo sobre a probabilidade de engravidar na adolescência. A participação da família em grupos religiosos parece favorecer o adiamento do início da vida reprodutiva, estando associada a uma menor prevalência deste evento.

Como a incidência de gravidez precoce é crescente e atinge diversas regiões do Brasil, é necessário ampliar a compreensão do tema, tendo em vista divulgar medidas preventivas mais eficientes e que atinjam de modo satisfatório o público em questão. Vale ressaltar, ainda, que a gravidez na adolescência exerce efeitos negativos sobre os indicadores de saúde (mortalidade materna e infantil) e a educação das mulheres, além de mudanças no ambiente familiar e social das adolescentes que engravidam antes de alcançarem a fase adulta.

Leia aqui a pesquisa completa: Perfil socioeconômico, demográfico, cultural, regional e comportamental da gravidez na adolescência no Brasil